Sobre nós

A Revista Fronteira tem como missão produzir análises geopolíticas rigorosas, independentes e francas, com foco nas dinâmicas contemporâneas de poder, oferecendo ao leitor instrumentos críticos para compreender o mundo para além das narrativas hegemônicas.

A Revista Fronteira nasce como uma mídia independente dedicada à análise crítica das relações internacionais, dos conflitos contemporâneos e das estruturas de poder que organizam o mundo. Definimo-nos por independência absoluta, crítica estrutural e compromisso rigoroso com a investigação analítica.

Em um cenário marcado por guerras prolongadas, disputas entre grandes potências, crises econômicas recorrentes e manipulação sistemática da informação, recusamos a leitura superficial dos acontecimentos globais. Optamos por uma abordagem que combine investigação histórica, precisão conceitual e franqueza intelectual — sem alinhamentos automáticos a governos, partidos, blocos ideológicos ou potências, e sem concessões ao consenso fabricado.

Acreditamos que a geopolítica não é um campo neutro. Ela expressa projetos de poder, hierarquias estruturais e disputas materiais que atravessam territórios, povos e Estados. Por isso, questionamos hegemonias políticas, econômicas e midiáticas, desmontamos consensos artificiais do chamado “mainstream” e confrontamos narrativas geopolíticas produzidas por centros de poder, sejam eles estatais, corporativos ou institucionais.

Nossa produção articula jornalismo interpretativo, ensaio analítico e pesquisa histórica. Trabalhamos com dados, fontes confiáveis, bibliografia e documentos oficiais sempre que possível, mantendo separação clara entre análise, opinião e reportagem. Recusamos o sensacionalismo, o alarmismo e o clickbait geopolítico, priorizando a compreensão profunda em detrimento da viralização.

A Revista Fronteira dedica atenção especial às regiões historicamente marginalizadas nos debates globais — América Latina, África, Oriente Médio e Ásia — não como objetos passivos de análise, mas como espaços produtores de política, história, pensamento estratégico e resistência. Valorizamos visões locais, leituras contra-hegemônicas e a análise dos impactos concretos do sistema internacional sobre as periferias do mundo.

Nossa linha editorial não é ideologicamente fechada. Praticamos o pluralismo crítico, abrindo espaço para diferentes tradições analíticas — realismo, marxismo, pensamento decolonial, geopolítica clássica, multipolarismo, entre outras — desde que sustentadas por argumentação rigorosa, consistência teórica e compromisso com a verdade analítica.

Nenhum ator é intocável. Estados Unidos, China, Rússia, União Europeia, governos locais, elites regionais, ONGs, mídia corporativa e instituições internacionais estão igualmente sujeitos à crítica fundamentada. Nossa franqueza é ética: não atacamos por panfleto, mas não poupamos por conveniência.

Também assumimos compromisso com a transparência, por meio da declaração de conflitos de interesse e da identificação clara de colunistas e colaboradores. Nosso compromisso central é com o leitor, não com centros de poder, agendas institucionais ou interesses estratégicos.

A Revista Fronteira é, acima de tudo, um espaço de disputa de ideias. Porque compreender o mundo é também disputar seus sentidos — e disputar seus sentidos é disputar o futuro.