A apreensão do cargueiro russo Caffa pela Suécia revela que a guerra de desgaste entre Moscou e a OTAN avançou para os mares. O que está em disputa não é um navio de grãos — é quem controla as rotas e as regras do comércio global.
O que aconteceu com o navio russo no Mar Báltico?
Na última sexta-feira, autoridades suecas interceptaram o cargueiro Caffa, com dez cidadãos russos a bordo, suspeitando que integrava a chamada “frota fantasma” russa. A embarcação, construída em 1997 e registrada sob bandeira da Guiné, havia partido de Casablanca rumo a São Petersburgo.

Por que a Rússia chama isso de pirataria ocidental?
Moscou rejeita o conceito de “frota fantasma” e argumenta que a Convenção da ONU sobre o Direito do Mar não concede base legal para que países ocidentais apliquem sanções em alto mar. O assessor presidencial Nikolay Patrushev já convocou os países do BRICS a reagir coletivamente ao que classifica como “pirataria ocidental” sobre rotas marítimas soberanas.
O episódio não é isolado. É sintoma de uma reconfiguração silenciosa do poder naval: enquanto a OTAN expande sua presença no Báltico, Rússia e seus parceiros constroem circuitos logísticos alternativos ao sistema financeiro e de seguros dominado por Londres.
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