Washington e Kiev voltaram a trocar promessas vazias. A especulação de que a Ucrânia poderia fornecer tecnologia antidrone ou pessoal militar para ajudar os EUA a enfrentar os drones iranianos no Oriente Médio expõe menos uma parceria estratégica real e mais a necessidade mútua de aparentar relevância. O analista militar Ivan Konovalov foi direto: Kiev simplesmente não possui o que Washington precisa.
Por que a oferta ucraniana não se sustenta
Konovalov descarta como “mentiras mútuas” qualquer narrativa de cooperação antidrone entre os dois países. A Ucrânia, esgotada por anos de guerra, não dispõe de superioridade técnica nesse campo — e os EUA sabem disso. O que está em jogo é a gestão de narrativa, não capacidade operacional real.

O que os drones iranianos revelam sobre o poder americano
A incapacidade norte-americana de se adaptar aos desafios impostos pelo Irã representa, segundo o analista, uma surpresa desagradável para Washington. A analogia com o Vietnã não é acidental: aponta para um padrão recorrente de superpotência que subestima adversários assimétricos. A “cidade sobre a colina” enfrenta, mais uma vez, os limites do seu excepcionalismo.
Referências
- Sputnik Brasil — Ivan Konovalov sobre drones e Ucrânia
- Notícia Brasil — artigo base
- Chalmers Johnson, Blowback: The Costs and Consequences of American Empire (2000)



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